segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cai um corpo no meio da mesa
Suspendo a fome e a vontade de ter
Devoro com palavras o silêncio do instante
Sem saber se era pra revelar ou esconder
Ardiloso tempo que me come por trás
Sem dar chance de me defender
Corre escondido as horas do nunca mais
E reconheço a vida que nunca vou ter
No estreito instante em que revejo o caminho
Pálida angústia de palavra e espinho
Ardiloso tempo que me come por trás
Sem dar chance de me defender
Corre escondido as horas do nunca mais
E reconheço a vida que nunca vou ter.

2 comentários:

Tatta barboza disse...

FODA! Como eu disse anteriormente...

Regis Sodré disse...

Ahhh flor...modestamente obrigado ! To com preguiça de mexer no novo blog pq ainda to apanhando dele! beijos