quarta-feira, 31 de março de 2010

Nuvens de chumbo

Hoje, dia 31 de março, faz duas décadas que o Brasil foi invadido pela nuvem negra do golpe militar de 1964.
Esta data não deve se apagar das nossas memórias (não importa se você foi um dos que não viveu o período); a gente não deve se cansar de jogar luz encima desta lembrança que modificou o pensamento e o comportamento do nosso povo. As cicatrizes ainda estão ai expostas nas recordações, na história do país e na vida das pessoas que sentiram o amargo gosto do cego totalitarismo dos velhos chefes e generais.
Quem se interessar mais estude a nossa história para entender como tudo começou e o que o Brasil se tornou naqueles difíceis anos de opressão, ditadura e militância política dos aguerridos do povo.
Acho que as novas gerações que vieram após este triste episódio, têm se mostrado mais tolerantes e permissivas com os erros e a desfaçatez pública dos nossos governantes. Os nossos antecessores reagiram no mesmo tom da ignorância dominante da época, mas não é porque as coisas melhoraram neste sentido que temos que nos calar e seguirmos como mansas ovelhas na fila da tosquia. Se a violência cala, conservemos em nós a indignação, a capacidade de discernir e, sobretudo a força justa do grito.
"...viver ta me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais." (Moska)

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