terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O burro

O burro é doido.
O burro me impressiona.
Tenho pensado muito sobre ele.
O burro é tão burro que não percebe que perde muita coisa na vida e, sobretudo, tempo em não se esforçar em buscar a inteligência.
O burro é antes de tudo vaidoso.
Falta humildade no ser.
Ele não percebe o quanto ele não está bem.
A burrice tem um pouco de mau caratismo.
O burro se convence de que é inteligente, quando na verdade nem sabe o que sente.
Há um misto de ódio, raiva e compaixão de quem o assiste.
Ele não sabe, mas no fundo é um tolo que espera ser aplaudido e nada tem de inocente.

3 comentários:

Tatta barboza disse...

concordo. porém, não julgo, nunca sei ao certo quando estou sendo 'burra'.

acho que ela (a burrice) tem vários estágios. ou não. ela vai se desintegrando aos poucos, porque ela é incosciente, está ligada a ignorância. Ela some quando a sabedoria está presente, usando o conhecimento... e por aí vai.

Regis Sodré disse...

O burro, muitas vezes tem consciência da sua burrice, sim!!! Tem muuuita gente que se compraz em viver o papel de burro. É confortável!
Ignorância é já termos as nossas lanternas acesas e nos manter na burrice, basta que usemos os nossos critérios de auto-avaliação para sermos cada vez menos burros, porque livres dela, integralmente, nenhum de nós estaremos (pelo menos por enquanto).

Tatta barboza disse...

muitas vezes é consciente e confortável, e outras é incosciente e aprendizado... depois disso, a lanterna acende sim.