sábado, 30 de outubro de 2010

L'amour fou

Nesta sexta-feira, assisti na Mostra Internacional de Cinema, Yves Saint Laurent: Pierre Bergé, l'amour fou - O louco amor de Yves Saint Laurent. Um documentário justo e tocante que conta, através da narrativa de Pierre Bergé, seu companheiro de décadas e empresário, como foi a trajetória deste maravilhoso artista que marcou a moda no mundo e viveu entre a lucidez da criatividade e o período de drogas e depressão.

sábado, 23 de outubro de 2010

O analfabeto político

Leiam o que já dizia Bertold Brecht, dramaturgo e poeta alemão do início do século XX, sobre a importância do voto numa sociedade democrática e como nós, brasileiros, ainda o menosprezamos sob a alegação de que nada muda e que política está sempre distante de nós e não nos pertence. Sábias palavras:

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala e nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

34º Mostra Internacional de Cinema

Começa nesta sexta-feira, dia 22 de outubro, aqui em São Paulo, mais uma edição da Mostra Internacional de Cinema.
É sempre uma ótima e imperdível oportunidade de assistir e conhecer uma variada gama de filmes vindo dos mais diversos países (incluindo as produções nacionais, claro) que só chegam por aqui através deste evento que, definitivamente, já entrou para o calendário da cidade.
Vejo você lá e depois coloco "post" do que vi com meus comentários.
Confira a programação por aqui:
http://br.mostra.org/

sábado, 16 de outubro de 2010

Fora do eixo

Você briga, sai do eixo
Nem dá tempo de me explicar
Diz bobagens de cair o queixo
Será que não posso me atrasar
Cinco minutos cheguei atrasado
Já recebo apelido engraçado
Desgraçado é palavra de luxo
Neste seu vocabulário sujo

Me irrito e digo que cansei
Você fala quem cansou fui eu
Não aguento mais ficar aqui
Você fica nervosa, entra na minha frente
E me diz que não sou nem besta de sair

E depois de ouvir tantas besteiras
Me morde as orelhas e quer me beijar
E diz tantas coisas sem nexo
E depois já quer sexo e começa a gritar
Vagabundo, safado, traíra
Acabei minha ira eu só sei te amar

Hugo Pena e Gabriel

O que não presta mais

Tenho uma geladeira, um fogão, um sonho e o universo pra vender
Cada dia que passa penso mais em não saldar as coisas que tenho
Não quero mais expô-las em saldões ou em bancas de xepa
Quero ter o melhor de tudo que eu mesmo posso me proporcionar
O melhor das frutas, dos legumes, dos homens
dos amores, dos gozos, do dinheiro
Com a sorte a temperar tudo
Ser pechinchado requer muita humildade
E isto eu ainda não trago tão dilatado em mim
Polir a velha mobília escondida do antiquário até que ela me surpreenda como o mais belo objeto que mereça exposição
Resgatar a velha peça esquecida de um brechó
Trabalhando-a com muita água, OMO e sol pra secar
Deixando-me, ao vestir, até capaz de ser notado
Quero de uma vez por todas suspender as liquidações, promoções e SALE's do que não sei
Serei comigo mesmo e com a minha vida um bom cliente:
Daqueles que sabe escolher o melhor dos produtos
sempre fazendo cara de quem entende tudo
Mas para isso revejo os preços, avalio a mercadoria que transporto, valorizo-me no mercado até que subam as ações
e a procura seja maior que a oferta que irei anunciar.
Definitivamente, tenho sempre mais a ganhar!
Coloco tudo na prateleira:
O melhor molho para tempero da vida
(com humor, sazon e acidez controlada)
Miolos frescos para consumo das melhores idéias
Coração recheado de sentimentos
Carne de segunda mas que tem o melhor sabor (como todos sabem)
Nada de picanhas e filés, que além de discutíveis no paladar, ainda não são tão acessíveis
Assim me organizo por dentro para comprar melhor
Olhando sempre o vencimento, porque um dia
tudo e todos vencem, sem lamento.